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De volta à sua aldeia natal, Nova Iorque, Woody Allen
realiza uma de suas melhores comédias em muito tempo.
Em TUDO PODE DAR CERTO (Whatever Works),
vemos o dia-a-dia de Boris Yellnikoff (o excelente Larry
David, da série Segura a Onda), o alter-ego do
diretor, pois carrega todas as suas neuroses e manias.
Após um casamento frustrado e uma tentativa de suicídio
desastrada - onde ficou manco da perna direita -, Boris,
físico que um dia chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel,
vive num pardieiro em Manhattan e sobrevive dando aulas
de xadrez.
Ele odeia quase tudo ao seu redor, se acha o mais inteligente
dos seres humanos e é hipocondríaco. Porém seu mundinho
será transformado ao conhecer a jovem Melodie St. Ann
Celestine (Evan Rachel Wood, engraçadíssima), que fugiu
de sua casa no sul dos Estados Unidos. Apesar de resistir
no início, Boris irá se envolver com a garota (nada
mais Woody Allen, não é?), lembrando em certo ponto
Manhattan, onde Woody Allen namorava a ninfeta
Mariel Hemingway.
A comédia fica mais deliciosa quando entra em cena Patricia
Clarkson (de Fatal), como a mãe religiosa de
Melodie e que em Nova Iorque sofrerá uma grande transformação
em seu modo de encarar a vida. Aliás, o diretor repete
aqui e sempre de forma hilária, a vida cultural nova-iorquina
e seu desprezo a qualquer música feita após os anos
1950.
Em TUDO PODE DAR CERTO, Woody Allen tenta mostrar,
enfim, que mesmo por caminhos tortuosos, as coisas acabam
se encaixando naturalmente.
TUDO PODE DAR CERTO (Whatever Works, EUA,
2009)
Direção: Woody Allen.
Elenco: Larry David, Evan Rachel Wood, Patricia
Clarkson, Ed Begley Jr.
Cotação: *****
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