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RESIDENT EVIL 4: RECOMEÇO
Milla Jovovich volta mais linda, e sua personagem,
mais mortal, mesmo depois de seus poderes terem sido
retirados, em Resident Evil 4: Recomeço.
Alice (Jovovich) parece ser imune aos zumbis que vagam
pelo mundo em busca de carne humana. Em busca de sobreviventes,
após eliminar os chefões da empresa Umbrella - a qual
possui um vírus que transforma gente em mortos-vivos
-, ela vai até o Alasca, onde encontra Claire (Ali Larter,
do seriado Heroes). As duas partem para Los Angeles,
onde encontram várias pessoas num prédio que anteriormente
fora um presídio. E lá fora milhares de zumbis querendo
entrar para devorá-los.
O objetivo do grupo passa a ser o de chegar a um navio
próximo, no Oceano Pacífico, que está recolhendo sobreviventes
para tentar levá-los a um local seguro.
A história, baseada em tradicional videogame, não foge
do tradicional: humanos fogem de infectados; alguns
são pegos, outros escapam, e o mistério é saber quem
será a próxima vítima. Claro que como todo o filme de
ação, muita verossimilhança é deixada de lado, como
por exemplo o fato de Alice ter perdido os poderes mas
mesmo assim sempre escapar sem nenhum arranhão de confrontos
com os zumbis - que neste filme pouco dão as caras.
Mesmo com isso, Resident Evil 4 é aceitável,
com ótimos efeitos especiais, mesmo que alguns copiem
descaradamente Matrix, e uma trama que consegue
prender o espectador na poltrona.
RESIDENT EVIL 4: RECOMEÇO (Resident Evil:
Afterlife, Grã-Bretanha/Alemanha/EUA, 2010)
Direção: Paul W. S. Anderson.
Elenco: Milla Jovovich, Ali Larter, Boris Kodjoe,
Shawn Roberts, Wentworth Miller, Kim Coates.
Cotação: **
OS VAMPIROS QUE SE MORDAM
O primeiro e grande boom dos filmes que parodiavam
outros aconteceu nos anos 1980, com os excelentes e
hoje clássicos Apertem os cintos, o piloto sumiu,
Top Secret, Top Gang e Corra que a polícia
vem aí. A indústria americana, no entanto, nunca
parou de produzir filmes do gênero, embora nunca mais
obteve o mesmo êxito. Algumas vezes, as películas chegam
a ser constrangedoras, como Não é mais um besteirol
americano, Uma comédia nada romântica, Todo
mundo em pânico e Super-herói, o filme.
A vítima a ser zoada agora é a série Crepúsculo,
já medíocre por natureza. Então imagine uma paródia,
batizada de Os vampiros que se mordam, com direção
de Jason Friedberg e Aaron Seltzer. A comédia segue
quase passo-a-passo a história original do amor da jovem
Bella e do vampiro Edward, com a diferença que em cada
cena tenta-se fazer uma piada - o que invariavelmente
não funciona.
O espectador fica até esperando que em determinado momento
vá se dobrar de rir na poltrona. Mas nada acontece.
Ou melhor, quase nada, pois dá para capturar duas boas
gags. Uma em que um grupo de vampiros é confundido
com a banda Black Eyed Peas e na outra, naquela famosa
cena da floresta, onde Edward se revela para Bella.
Porém, isso não é suficiente para agradar até mesmo
aquela pessoa que acha graça em tudo.
OS VAMPIROS QUE SE MORDAM (Vampires Suck,
EUA, 2010)
Direção: Jason Friedberg e Aaron Seltzer.
Elenco: Jenn Proske, Matt Lanter, Chris Riggi,
Diedrich Bader.
Cotação: *
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