O Preço do Amanhã
O
Preço do Amanhã, de Andrew Niccol, tinha tudo
para ser um filmaço de ficção científica. Porém, o
diretor se perde do meio para o final, tornando-o
um filme qualquer e copiando à demasia o clássico
Bonnie e Clyde,
Uma Rajada de Balas. E olha que ele traz elementos
de Fahrenheit
451, Gattaca,
Soilent Green e Robin Hood.
O tema é interessante. Num futuro não determinado,
as pessoas param de envelhecer aos 25 anos. Isso traz
o problema da superpopulação. Assim, o tempo passa
a ser o dinheiro do dia a dia. Exemplo: uma passagem
de ônibus custa duas horas. Um café, dez horas. Tudo
é controlado através de um relógio magnético colocado
no antebraço das pessoas ao nascer.
Aos 25 anos, elas morrem. Mas os ricos conseguem tempo
suficiente para viver eternamente e sempre com rostos
jovens. Já os pobres...bem, os pobres vivem em guetos
e aos 25 anos muitas vezes têm a vida terminada.
O jovem operário Will Salas (Justin Timberlake, cada
vez a cara de Brian Austin Green, o David de Barrados
no Baile), tem apenas 18 horas de tempo, quando
é presenteado com mais de cem anos por um milionário
cansado da vida. Só que ninguém acredita que ele tenha
sido recompensado e passa a viver como fugitivo, raptando
a ricaça Sylvia Weis (Amanda Seyfried, de Mamma
Mia e Garota Infernal, com o pior penteado feminino
de 2011). A garota, filha do maior ricaço do planeta,
acaba sendo vítima da Síndrome de Estocolmo. Assim,
Will e Sylvia se apaixonam e transformam-se num casal
que rouba horas dos ricos para dar aos pobres.
Ou seja, o que era uma grande ideia cai no lugar comum
de pega-pega, com tiroteios e a tradicional e indefectível
perseguição de carros.
O PREÇO DO AMANHÃ (In
Time, EUA, 2011)
Direção: Andrew Niccol.
Elenco principal: Justin
Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy, Vincent
Kartheiser.
Cotação: **
Reféns
Parece
ironia. Nicolas Cage, que se afundou em dívidas, é
o protagonista de Reféns, direção de Joel Schumacher. No
suspense, o sobrinho de Francis Ford Coppola vive
Kyle, negociador de diamantes, que parece ter uma
vida perfeita com a mulher Sarah (Nicole Kidman) e
a filha Avery (Liana Liberato, de Confiar).
A família vai passar uma noite dos infernos quando
um grupo de ladrões invade a mansão em que eles vivem.
Os assaltantes querem diamantes que Kyle teria escondido
no cofre. Teimoso, o negociante nega-se a entregar
a senha, pois esconde muito mais do que apenas joias
em sua vida. Sarah não fica atrás nisso. Os ladrões
também escondem seus podres. Enfim, todos têm suas
vidas devastadas em poucas horas. O problema é que,
de terror psicológico, a trama cai na banalidade e
fica repetitiva, até o final sem surpresas.
Cage
continua cada vez pior em suas atuações e precisando
urgentemente que alguém arrume aquele seu cabelo.
Nicole Kidman, por sua vez, passa o tempo berrando
e com os lábios cada vez mais inchados pelo botox.
REFÉNS (Trespass, EUA, 2011)
Direção: Joel Schumacher.
Elenco principal: Nicolas Cage, Nicole Kidman, Ben Mendelsohn,
Liana Liberato, Jordana Spiro, Cam Gigandet.
Cotação: **