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A Pele
Como foi boa a separação entre Nicole Kidman e Tom
Cruise. Ela ficou mais linda, fez excelentes filmes
- alguns escorregões, com certeza, mas nada que a prejudique.
Em A Pele, de Steve Shainberg, ela vive a fotógrafa
americana Diane Arbus. A profissional se tornou conhecida
por fazer fotos de pessoas que viviam à margem da sociedade
por terem deformidades, por serem homossexuais, por
serem diferentes.
O diretor Shainberg teve uma boa sacada por mostrar,
de forma ficcional, como Diane Arbus começou a trabalhar
na área ao conhecer o artista circense Lionel (Robert
Downey Jr., em atuação simples e que teve seu melhor
momento em Chaplin na década passada). Ele tem
uma doença que o deixa com o corpo todo coberto por
pêlos, quase um lobisomem. Os dois criam uma amizade,
e ele mostra para a fotógrafa, que vivia entediada com
o marido também fotógrafo e as duas filhas, passando
a conhecer um novo mundo, a ter uma nova visão. Belo
filme.
Número 23
Apesar do esforço e da boa atuação de Jim Carrey (O
Máskara, Ace Ventura e Brilho Eterno...),
o filme Número 23 não decola. O diretor Joel
Schumacher não consegue se decidir entre suspense, terror,
etc...e fica no meio do caminho, enquanto que o espectador
permanece esperando tomar um susto, ver sangue...
Mas nada acontece na história do "homem da carrocinha"
que ganha um livro de presente da esposa (Virginia Madsen,
de Brincando com Fogo, Duna e Firewall)
chamado Número 23, uma história de obsessão.
Ele lê o livro freneticamente, encontrando pontos em
comum com a sua vida. E dê-lhe expectativa...o filme
ainda tem a cara de pau de utilizar a tradicional pegadinha
by Shyamalan (A Vila e O Sexto Sentido).
Norbit
Eddie Murphy teve excepcional atuação no musical Dreamgirls
e até concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante
- bem que, concorrer a este prêmio não diz nada para
mim. Porém, aí ele teve a chance de recuperar a fama
de quando protagonizou bons filmes como 48 Horas
e Um Tira da Pesada. Mas, de anos e não digo
de uns, mas vários, o ator só fez tropeçar com bobagens
como Dr. Doolittle, A Creche do Papai
e por aí vai. Única exceção para Os Picaretas,
que protagonizou ao lado de Steve Martin, outro que
se perdeu no caminho.
Bom, tudo isso para falar do mais recente filme de
Murphy, Norbit, de Brian Robbins. Simplesmente
terrível. Norbit, o próprio Murphy, é um "errado" na
vida, que, solitário e órfão, casa com uma terrível
mulher, que ainda por cima pesa mais de 150 quilos,
Rasputia (de novo Murphy)...e a família da moça é formada
por marginais que dominam uma cidadezinha do interior
americano.
Lá pelas tantas, depois de tanto sofrimento, Norbit
reencontra uma velha paixão de infância. Porém, como
ganhar a moça, se é casado e ainda sofre ameaças de
morte da família da esposa, não bastando ser um desajeitado,
um verdadeiro looser, míope, tímido e feio?
Uma bobagem incomensurável, cheia de piadas rasteiras
e escatológicas com gordos, negros, judeus, e com Murphy
interpretando outros personagens, além dos dois principais
da trama. Passe essa.
A PELE (Fur: An Imaginary Portrait of Diane
Arbus, 2006)
Direção: Steven Shainberg.
Elenco: Nicole Kidman, Robert Downey Jr.
NÚMERO 23 (The Number 23, 2007)
Direção: Joel Schumacher.
Elenco: Jim Carrey, Virginia Madsen.
NORBIT (idem, 2007)
Direção: Brian Robbins.
Elenco: Eddie Murphy, Thandie Newton, Eddie
Griffin.
Texto originalmente publicado no blog do autor:
http://www.sala-escura.blogspot.com
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