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Par Perfeito
Não foi desta vez que Katherine Heigl acertou. Já escrevi
antes que a bonitinha atriz revelada na série médica
Grey's Anatomy não vem fazendo boas escolhas
no cinema. Seus filmes invariavelmente são bobinhos
e prontamente esquecíveis. É este o caso de Par Perfeito,
equivocado título nacional para o original Five Killers,
direção de Robert Luketic.
Heigl é a desastrada Jen, que numa viagem à França com
os pais, conhece o bonitão Spencer (Ashton Kutcher,
o eterno Kelso de That 70's Show e marido de
Demi Moore). Após um rápido namoro, os dois acabam casando
e vão viver uma vidinha tranquila e próxima da monotonia
num daqueles típicos condomínios americanos.
A modorra termina no dia em que Spencer sofre um atentado
e Jen acaba descobrindo que seu maridão perfeito na
realidade não passava de um ex-assassino profissional,
que agora se vê perseguido por outros matadores - cinco
no total, daí o nome original do filme, que cá para
nós lembra muito Sr. e Sra. Smith e também
dá uma bela "chupada" em Missão: Impossível.
A única curiosidade no filme, talvez, seja rever Tom
Selleck (o detetive Magnum, da série homônima
dos anos 1980) e seu infame bigodinho, no papel de pai
de Heigl. Mas vamos torcer para que um dia a gracinha
acerte.
PAR PERFEITO (Five Killers, EUA, 2010)
Direção: Robert Luketic.
Elenco principal: Katherine Heigl, Ashton Kutcher,
Tom Selleck, Catherine O'Hara.
Cotação: *
Amor à Distância
O que custaria, mesmo que uma só vez, a uma comédia
ter um final que fugisse ao convencional? Em Amor
à Distância, de Nanette Burstein, desde os primeiros
minutos já sabemos cada cena que virá em seguida. E
como diz o nome, um casal decide manter um relacionamento,
mesmo que ela, Erin (Drew Barrymore, aqui já deixando
aparecer algumas ruguinhas) viva em San Francisco, enquanto
que ele, Garret (o insosso Justin Long, de Duro de
Matar 4.0) seja morador de Nova Iorque. Os dois
se comunicam com o que há de mais moderno, como skype,
msn, e também de modo mais convencional, por telefone,
não se importando com o fuso horário das duas cidades.
Quando a grana sobra, eles até se permitem pegar o avião
e visitar o outro.
A bobagem, porém, é tão grande, que dá vontade de deixar
a sala de cinema na metade do filme. Os dois protagonistas
já passaram dos 30 anos, mas suas mentalidades são de
adolescentes.
Para piorar, os personagens coadjuvantes não ajudam.
São de lascar e puro clichê. A irmã de Corinne é Christina
Applegate (a Kelly Bundy, de Married with Children),
que vive estressada, tem um marido bobalhão e uma filha
que é uma pentelha. Já os amigos de Garret são aqueles
que nunca faltam numa comédia bobinha: um vive bêbado
e chapado, faz as necessidades de porta aberta, parece
nunca trabalhar e sempre se mostra intrometido, enquanto
que o outro sonha em ser um pegador mas vive achando
que a vida de solteiro é a perfeita, mesmo que viva
procurando alguém para se estabilizar.
A trilha sonora até figura como interessante, pescando
algumas pérolas oitentistas, entanto nada que não tenha
sido utilizada em outros filmes do gênero.
AMOR À DISTÂNCIA (Going the Distance,
EUA, 2010)
Direção: Nanette Burnstein.
Elenco principal: Drew Barrymore, Justin Long,
Christina Applegate, Kelli Garner, Ron Livingston.
Cotação: *
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