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MAMMA
MIA! CHÉ FILM DIFFETOSO!
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Pedro
Garcia
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Phyllida Lloyd dirigiu o espetáculo Mamma Mia
na Broadway em 2001. Agora, a britânica estréia no cinema
com uma grandiosa adaptação do musical, com direito a
estrelas da categoria de Meryl Streep e locações em ilhas
gregas paradisíacas; elementos que, somados à trilha sonora
montada apenas com clássicos do grupo sueco ABBA, nos
atraem facilmente ao filme e até garantiriam um certo
divertimento, não fosse a lamentável sucessão de erros
cometidos por Lloyd nessa terrível produção.
Mamma Mia (2008) se passa na belíssima Kalokairi.
Prestes a casar, Sophie (Amanda Seyfried) insiste em ter
o pai do seu lado ao entrar na igreja. Acontece que sua
mãe Donna (Meryl Streep) nunca lhe disse quem ele é. Então,
a jovem descobre no diário dela o nome dos três homens
com quem esteve quando engravidou, e decide convidá-los
para o casamento, a fim de descobrir qual deles é seu
verdadeiro pai.
Que a trama é estúpida, isso está claro. Mas não é aí
que se encontra o maior problema. Afinal, se os musicais
fossem bem feitos, o filme estaria salvo. Não é o caso.
Logo nas primeiras cenas, percebemos que o que virão são
situações criadas apenas para justificar a execução das
músicas. A cada musical, a narrativa é quebrada de tal
forma que, se todos eles fossem retirados, o filme em
nada perderia.
E se o filme fosse apenas um conjunto de videoclipes,
sem qualquer história por trás? Ainda assim, o caso seria
triste. Além dos coadjuvantes que surgem pelas janelas
e parecem estar ali apenas para cumprir os backing vocals,
as coreografias são pobres e mal-estruturadas. Em alguns
momentos, temos a impressão de que os atores estão perdidos,
sem saber pra onde ir ou quais passos seguir. Um exemplo:
a execução de Dancing Queen. Streep, Julie Walters
e Christine Baransky saltitam por um quarto feito moscas
tontas. Isso sem contar as performances vocais das estrelas,
o único elemento humorístico que dá certo no filme, ainda
que sem intenção.
Só isso já seria suficiente para que Mamma Mia
fosse eleito um dos piores filmes do ano. Porém os defeitos
não acabam por aí. É preciso lembrar que a beleza de Amanda
Seyfried infelizmente não esconde seus problemas como
atriz. A moça é tão exagerada e caricatural que enjoamos
dela em poucos minutos. Assim como do próprio filme, que
começa em ritmo acelerado e vibrante e, da metade para
o final, se arrasta com canções lentas e longas que nos
fazem bocejar.
Está esperando que eu diga que Meryl Streep é a única
coisa boa nesse mar de tristezas? Sinto muito. Ela até
que se saiu bem, mas nada que mereça uma segunda dose
de atenção ou que honre seu passado glorioso. Não adianta.
Dessa vez, nem ela conseguiu. Mamma Mia é um caso
perdido.
MAMMA MIA! - O FILME (Mamma Mia! - The Movie,
EUA/Inglaterra/Alemanha, 2008)
Direção: Phyllida Lloyd.
Elenco: Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan,
Colin Firth, Stellan Skarsgard, Julie Walters, Christine
Baransky.
Cotação: * |
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