OS MELHORES FILMES DE 2011

por Adriano de Oliveira
Cine Revista
 
MELHORES FILMES DE 2011 (em ordem cronológica de exibição):

1. Lista Efetiva

- Moscou, Bélgica: Uma inusitada comédia romântica belga.

- Abutres: Filme-denúncia inquietante.

- Inverno da Alma: Excelente combinação de roteiro, fotografia e a atuação surpreendente de Jennifer Lawrence.

- Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas: Weerasethakul arrebata com um filme fantástico que se revela uma rara experiência cinematográfica.

- O Discurso do Rei: Direção redondinha de Tom Hooper, uma produção perfeita, o show de Colin Firth como protagonista e o apoio límpido vindo da coadjuvância de Geoffrey Rush fazem desta película um sinônimo de entretenimento qualificado.

- Jogo de Poder: O governo Bush questionado pelas lentes de Doug Liman constitui belo exemplar de cinema político.

- Lope: O “padrão Andrucha Waddington de qualidade” agora reluz no Exterior. Quantos de nossos cineastas assumiriam um projeto estrangeiro desse porte e com tamanha competência?

- Cópia Fiel: Sem dúvida, o acontecimento cinematográfico do ano. Um delicioso enigma para o espectador. Filme-tese, uma vertente de significados brotando da projeção.

- Incêndios: Uma tragédia grega moderna filmada com rara maestria. Um roteiro implacável, à prova de rombos, pungente, cáustico, doloroso.

- O Sequestro de Um Herói: Belvaux subverte cânones e faz um filme policial diferente.

- Homens e Deuses: Película dotada de momentos epifânicos, cuja mensagem irrompe universal.

- O Homem ao Lado: Mordaz comédia como poucas conseguem ser.

- A Falta que nos Move: Um filme que derruba barreiras, desfaz limites; um espetáculo de metalinguagem talhado na ousadia da experimentação.

- Meia-Noite em Paris: Woody Allen para todos, por todos, com a corda toda. Filme delicioso, raro em seu equilíbrio interno; inteligente e sensível ao mesmo tempo.

- Quero Matar Meu Chefe: Diversão e humor negro em doses fartas.

- A Árvore da Vida: Malick transcende, e com isso pulula espiritualidade de seu cinema sensorial. Além disso, ele revela a ótima atriz Jessica Chastain.

- Esses Amores: Uma reafirmação do amor de Lelouch pelo Cinema.

- O Palhaço: Selton Mello se inspira em Fellini, mas não esquece da comédia televisiva brasileira, ao mesmo tempo em que define e defende um personagem singular e cativante no papel-título.

- A Pele que Habito: Almodovar e o bizarro mais uma vez juntos, num thriller autoral, único, regado à trilha soberba de Alberto Iglesias.

 

2. Complemento

Também cabe destacar o suspense europeizado de Um Homem Misterioso, a diversão total de Robert Rodríguez à frente de Machete, o terror psicólogico de Cisne Negro, a marca dos Coen em sua leitura de Bravura Indômita, o mergulho no burlesco de Turnê, a força épica de Fora da Lei, o delicioso sotaque brasileiro da animação Rio, a competência de sempre de Peter Weir dirigindo Caminho da Liberdade, o belo misto de documentário e encenação de Amor?, o poder de síntese e a encantadora mistura (a)temporal de Manoel de Oliveira em Singularidades de uma Rapariga Loura, o humor saudosista de Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo, a nostalgia de Super 8, o cinema argentino em grande fase estampado nos longas Um Conto Chinês e Medianeras, a inspiração almodovariana do brasileiro Elvis e Madona, a junção de ficção e paranoia americana pós-11 de setembro de Contra o Tempo, o fantástico e a crítica social lado a lado em Trabalhar Cansa, a bela homenagem ao grande Amado na baianidade natural de Capitães da Areia, o artesanato cinematográfico de O Moinho e a Cruz.

 

 

Confira também a lista dos piores filmes do ano por Adriano de Oliveira.

Para conferir como são as regras gerais de elaboração das listas no Cine Revista, clique aqui.