| MELHORES FILMES DE 2011 (em ordem cronológica
de exibição):
1. Lista Efetiva
- Moscou, Bélgica: Uma inusitada comédia romântica belga.
- Abutres: Filme-denúncia inquietante.
- Inverno da Alma: Excelente combinação de roteiro, fotografia
e a atuação surpreendente de Jennifer Lawrence.
- Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas: Weerasethakul
arrebata com um filme fantástico que se revela uma rara
experiência cinematográfica.
- O Discurso do Rei: Direção redondinha de Tom Hooper, uma produção
perfeita, o show de Colin Firth como protagonista e
o apoio límpido vindo da coadjuvância de Geoffrey Rush
fazem desta película um sinônimo de entretenimento qualificado.
- Jogo de Poder: O governo Bush questionado pelas lentes de Doug
Liman constitui belo exemplar de cinema político.
- Lope: O “padrão Andrucha Waddington de qualidade” agora reluz
no Exterior. Quantos de nossos cineastas assumiriam
um projeto estrangeiro desse porte e com tamanha competência?
- Cópia Fiel: Sem dúvida, o acontecimento cinematográfico do ano.
Um delicioso enigma para o espectador. Filme-tese, uma
vertente de significados brotando da projeção.
- Incêndios: Uma tragédia grega moderna filmada com rara maestria.
Um roteiro implacável, à prova de rombos, pungente,
cáustico, doloroso.
- O Sequestro de Um Herói: Belvaux subverte cânones e faz um filme
policial diferente.
- Homens e Deuses: Película dotada de momentos epifânicos, cuja
mensagem irrompe universal.
- O Homem ao Lado: Mordaz comédia como poucas conseguem ser.
- A Falta que nos Move: Um filme que derruba barreiras, desfaz limites; um espetáculo de metalinguagem talhado na
ousadia da experimentação.
- Meia-Noite em Paris: Woody Allen para todos, por todos, com
a corda toda. Filme delicioso, raro em seu equilíbrio
interno; inteligente e sensível ao mesmo tempo.
- Quero Matar Meu Chefe: Diversão e humor negro em doses fartas.
- A Árvore da Vida: Malick transcende, e com isso pulula espiritualidade
de seu cinema sensorial. Além disso, ele revela a ótima
atriz Jessica Chastain.
- Esses Amores: Uma reafirmação do amor de Lelouch pelo Cinema.
- O Palhaço: Selton Mello se inspira em Fellini, mas não esquece
da comédia televisiva brasileira, ao mesmo tempo em
que define e defende um personagem singular e cativante
no papel-título.
- A Pele que Habito: Almodovar e o bizarro mais uma vez juntos,
num thriller autoral, único, regado à trilha soberba
de Alberto Iglesias.
2.
Complemento
Também
cabe destacar o suspense europeizado de Um Homem
Misterioso, a diversão total de Robert Rodríguez
à frente de Machete,
o terror psicólogico de Cisne Negro, a marca dos Coen em sua
leitura de Bravura Indômita, o mergulho no burlesco de Turnê,
a força épica de Fora
da Lei, o delicioso sotaque brasileiro da animação
Rio, a competência de sempre de Peter
Weir dirigindo Caminho da Liberdade, o belo misto
de documentário e encenação de Amor?, o poder de síntese e a encantadora mistura (a)temporal de Manoel
de Oliveira em Singularidades de uma Rapariga Loura,
o humor saudosista de Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo,
a nostalgia de Super 8, o cinema argentino em grande fase estampado nos longas Um Conto Chinês
e Medianeras,
a inspiração almodovariana do brasileiro Elvis e Madona, a junção de ficção
e paranoia americana pós-11 de setembro de Contra o Tempo, o fantástico e a crítica
social lado a lado em Trabalhar Cansa, a bela homenagem ao grande
Amado na baianidade natural de Capitães da Areia, o artesanato cinematográfico
de O Moinho e a Cruz.
Confira também a
lista
dos piores filmes do ano por Adriano de Oliveira.
Para conferir como são as regras gerais de elaboração
das listas no Cine Revista, clique
aqui.
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