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Segundo Adriano de Oliveira:
MELHORES FILMES DE 2007 (em ordem cronológica
de exibição)
- O Labirinto do Fauno: Um belo estudo da força
da ambigüidade na narrativa cinematográfica, oscilando
entre os planos da terna fábula e da dramática realidade
com rara desenvoltura.
- Um Bom Ano: Russell Crowe mostra um inusitado
lado cômico e quebra estereótipos, sob a batuta de Ridley
Scott.
- Amigas com Dinheiro: A diretora Nicole Holofcener
mistura Altman com Almodóvar, chegando a um surpreendentemente
positivo resultado, tal como um novo sabor causado pela
descoberta de uma inédita receita.
- Apocalypto: Prosseguindo em sua incursão pela
História e pela fidedignidade lingüística a ela associada,
como o fez anteriormente em "A Paixão de Cristo",
Mel Gibson nos entrega um produto incomum: um "filme
de ação pré-colombiano".
- Feliz Natal: Um dos mais belos filmes anti-guerra
já realizados.
- Perfume: Filmar um livro que Kubrick considerava
impossível de ser realizado cinematograficamente a contento
é apenas um dos méritos da boa nova obra de Tom Tykwer
("Corra Lola, Corra").
- Dias de Glória: A pouco conhecida história
dos soldados argelinos que serviram junto aos franceses
na II Grande Guerra é narrada com sensibilidade.
- O Bom Pastor: De Niro atrás das câmeras conta
a história da CIA com força, emoção e ousadia.
- Letra e Música: O ator Hugh Grant se afirma
como o contemporâneo "rei das comédias românticas" e
forma aqui bom par com Drew Barrymore.
- À Procura da Felicidade: Uma história de superação
tão intensa que quase não acreditamos que é baseada
em fato real. Destaques para a sentimental direção de
Gabriele Muccino ("O Último Beijo") e a atuação
de Will Smith.
- 300: Excelente transposição da HQ de Frank
Miller para a tela grande.
- Vênus: Peter O'Toole impressiona com seu papel
sobre um ator no crepúsculo da sua existência, que acha
energia vital em um amor platônico por uma jovem.
- O Cheiro do Ralo: O incomum personagem maravilhosamente
interpretado por Selton Mello entra para a história
do moderno cinema brasileiro por sua espantosa estranheza.
- Sunshine - Alerta Solar: Sendo um caldeamento
de "Solaris", "Armageddon" e "O Enigma
do Horizonte", "Sunshine" chega a um resultado
fílmico bastante eficiente considerando os dias atuais,
onde a produção de ficção científica quase inexiste
no cinema.
- O Sabor da Melancia: O malaio-taiwanês Tsai
Ming-Liang arrisca, ousa (muito) e se dá bem, misturando
a dupla "mutismo & minimalismo" já experimentada antes
por ele ("O Rio") e também por Kim Ki-Duk
("Casa Vazia") com a eloqüência - e os lampejos
de breguice - do musical hollywoodiano, temperando essa
receita com um picante ingrediente: um nada sutil erotismo.
- Um Crime de Mestre: Um roteiro elaborado com
argúcia se soma à força interpretativa de Anthony
Hopkins.
- Paris, Te Amo: Irregular como todo filme constituído
de segmentos individualmente dirigidos, prima pela grande
parte de seus curtos episódios como belos exercícios
narrativos.
- A Vida Secreta das Palavras: Um elogio ao espectador,
de quem a diretora Isabel Coixet pede atenção para desvendar
sua obra.
- Ratatouille: Tecnicamente impecável e com um
roteiro cativante, foi a grande animação da temporada.
- Quebra de Confiança: Se Ryan Philippe ainda
não amadureceu o suficiente (menos mal que não compromete),
Chris Cooper - brilhante - consegue carregar este tenso
filme nas costas sem fazer força.
- Tropa de Elite: Mais que o fenômeno popular,
midiático e de debate, um bom filme de ação.
- Superbad - É Hoje: Ok, "Superbad" tem
um humor muitas vezes grosseiro e escatológico, e clichês
não lhe faltam. Mas possui também personagens bem desenvolvidos
e interessantes (como o impagável McLovin), além de
um inesperado humanismo.
- Piaf - Um Hino ao Amor: A definitiva cinebiografia
de Edith Piaf sai por mãos francesas e com uma intérprete
arrebatadora. Marion Cotillard literalmente é o corpo
e a alma do filme.
- Leões e Cordeiros: Redford provoca e faz pensar
a respeito da política externa americana e seu braço
armado.
- Os Donos da Noite: Se em seu policial anterior,
"Caminho sem Volta", faltava alma ao filme de
James Gray, neste novo exemplar ela transborda.
- A Coragem de Amar: Claude Lelouch escreve um
roteiro interessante - com habilidade e metalinguagem,
sabe como embaralhar as cartas para o espectador. Uma
pena que, por questão de contingência (pois a lista
se limita a 25 títulos), não caibam ainda aqui os bons
franceses "Crimes de Autor", também de Lelouch,
e "Medos Privados em Lugares Públicos", de Alan
Resnais.
Confira também a lista
dos piores filmes do ano por Adriano de Oliveira
Para conferir como são as regras gerais de elaboração
das listas no Cine Revista, clique
aqui.
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