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Um filme para sádicos e masoquistas. Só assim para
definir Jogos Mortais 3 (Saw 3), do diretor
Darren Lynn Bousman. Este é um dos filmes mais violentos
dos últimos anos, ultrapassando inclusive os dois primeiros
da cine-série iniciada em 2004.
Em JM 3, o assassino serial Jigsaw (Tobin Bell)
e sua ajudante Amanda (Shawnee Smith) continuam a seqüestrar
pessoas que cometeram deslizes no passado e fazendo-os
pagar com muita tortura em quebra-cabeças em que dificilmente
conseguem decifrar. Isso custa às vítimas mortes terríveis,
sob muita dor. Não são poupadas cenas de sangue, decepamentos,
explosões de corpos e outras coisas mais, digamos assim,
nojentas, como um dos personagens ser sufocado em banha
de porco. Mas a cena mais forte é de uma operação no
cérebro, realizada por uma médica raptada por Jigsaw.
O filme deixa os espectadores inconfortáveis, alguns
deixando a sala de cinema antes do término da fita e
outros tapando os olhos. Mas Jogos Mortais 3
não é ruim. É bom, pois é um filme de terror mesmo,
nada de monstrinhos ou bruxinhas. E explica o que ocorreu
com alguns personagens nas outras duas partes. Só há
um deslize neste último exemplar, pois Amanda, apesar
de ser uma sádica, passa boa parte da ação chorando
e se descabelando pelo esconderijo de seu tutor. Ah,
o final é de arrepiar e deixa em aberto uma nova seqüência,
apesar de os criadores garantirem que Jogos Mortais
é uma trilogia, então, está encerrado. Só se Jigsaw
vier pegar você...
JOGOS MORTAIS 3 (Saw III, 2006)
Direção: Darren Lynn Bousman.
Elenco: Tobin Bell, Shawnee Smith, Dina Meyer.
Texto originalmente publicado no blog do autor:
http://www.sala-escura.blogspot.com
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