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HOMEM DE FERRO 2
Cá estamos com mais uma sequência de heróis da Marvel.
Desta vez, o escolhido é o Homem de Ferro, novamente
estrelado pelo ótimo Robert Downey Jr. - astro de, entre
outros, Chaplin, Sherlock Holmes e Zodíaco.
Em HOMEM DE FERRO 2 (Iron Man 2), de Jon
Favreau, temos um herói debilitado, à beira da morte
e escondendo sua situação da secretária e, às vezes
"ficante", Pepper Potts (Gwyneth Paltrow). O multimilionário
Tony Stark ainda sofre a pressão do governo norte-americano
para que libere o segredo de sua armadura. A corrida
armamentista, assim, fica explicita. E para piorar,
ele tem de enfrentar um daqueles vilões que são mais
interessantes do que os heróis, Chicote (um cada vez
mais deformado Mickey Rourke), que pretende se vingar
de Stark devido a uma diferença entre as famílias ocorridas
na época da Guerra Fria. O outro vilão é por demais
caricato, o miolionário Justin Hammer (o histriônico
Sam Rockwell, de Frost/Nixon). Em meio a isto
tudo surge uma maravilhosa Scarlett Johansson como a
Viúva Negra, agente da S.H.I.E.L.D., que trabalha como
secretária de Potts quando a primeira assume a presidência
das empresas de Stark.
O filme tem cenas espetaculares, como a primeira aparição
de Rourke em uma corrida de carros em Mônaco, ou a pancadaria
entre o Homem de Ferro e seu melhor amigo, o Coronel
James 'Rhodey' Rhodes (Don Cheadle) na mansão Starke,
onde não sobra pedra sobre pedra. A trilha sonora também
é legal, com AC/DC. Mas ao contrário do prometido, rolam
apenas duas músicas da banda australiana.
Na soma dos fatores, a irregularidade acaba imperando
- sabemos de antemão que no final haverá, depois das
tradicionais explosões, traições, aquela briga entre
o mocinho e o vilão, e aqui com um resultado, além de
tudo, aquém do esperado.
HOMEM DE FERRO 2 (Iron Man 2, EUA, 2010)
Direção: Jon Favreau.
Elenco principal: Robert Downey Jr., Mickey
Rourke, Don Cheadle, Sam Rockwell, Scarlett Johansson.
Cotação: **
A ESTRADA
Em A ESTRADA (The Road), de John Hillcoat,
mais uma vez deparamos com um tema pós-apocalíptico,
em que a Terra foi devastada e os seres humanos perderam
quase que totalmente a sua racionalidade. O filme evoca
outros do gênero, como Mad Max, Eu Sou a Lenda
(que já era uma refilmagem de A Última Esperança
Sobre a Terra) e o mais recente O Livro de Eli.
Viggo Mortensen, soberbo, como o pai, e seu filho, o
cativante garoto interpretado por Kodi Smit-McPhee (os
personagens do filme não têm nome) vagam pelos Estados
Unidos em busca de comida, fugindo de saqueadores e
até de canibais, e convivendo com frequentes chuvas
e terremotos. As imagens são cinzentas e as cores só
aparecem quando Viggo recorda os momentos idílicos que
passou com a esposa (Charlize Theron, belíssima como
sempre), antes da destruíção do planeta. Um dia, atormentada
com a morte iminente, ela se foi e deixou o marido e
o filho, pedindo que eles fossem para o sul em busca
de salvação.
Os dois atendem o pedido dela - e a única defesa da
dupla é uma velha pistola com apenas duas balas, que
em caso de perigo iminente, devem ser usadas para os
seus suicídios. A ESTRADA, no entanto, tem seus
tropeços. Por vezes exagera no sentimentalismo ou quando
faz um merchandising mal-ajambrado da Coca-Cola e dos
salgadinhos Cheetos.
A ESTRADA (The Road, EUA, 2010)
Direção: John Hillcoat.
Elenco: Viggo Mortensen, Kodi Smit-McPhee, Robert
Duvall, Charlize Theron, Guy Pearce.
Cotação: ***
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