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Vou voltar ao ano de 1986, quando Woody Allen levou
às telas o fantástico Hannah e Suas Irmãs (Hannah
and her Sisters). Eu poderia falar sobre o também
magnífico A Era do Rádio, de 1987. Mas fica para
uma próxima oportunidade.
Em Hannah e Suas Irmãs, vemos um Woody Allen
ainda casado e apaixonado por Mia Farrow (antes do escândalo
de ele ter casado com a sua afilhada). Tanto que fez
o filme para Mia: a certinha, a genial Hannah (Farrow),
que todos os anos reunia a família no Dia de Ação de
Graças e tem de cuidar das irmãs - a desmiolada Dianne
Wiest, que ganhou o Oscar por sua espetacular atuação,
e Barbara Hershey, que simplesmente enlouquece Michael
Caine com sua então beleza estonteante. Detalhe, Caine
fazia o papel de marido de Hannah e também ganhou um
Oscar por sua interpretação neste filme. A obra
trafega entre o trágico e o cômico e essa parte fica
aos cuidados de Allen - principalmente na parte em que
ele brinca com sua hipocondria ou procura deixar o judaísmo
de lado e adotar uma nova religião.
Duas piadas geniais. Numa delas, Wiest leva Allen num
show punk. O personagem de Allen, lá pelas tantas
pergunta: estou preocupado. Por quê - devolve Wiest.
Porque daqui a pouco estes alienígenas vão descer do
palco e nos raptar.
A segunda, quando ele relembra o seu casamento com Hannah.
Os dois não conseguiam ter filhos e foram a um médico,
que dá o veredito: ele tem baixa produção de esperma
e por isso o casal não consegue gerar um bebê. Mia Farrow
então soca Allen e reclama: viu só, você e essa mania
de masturbação. Aí Allen responde: "Tá, não vai reclamar
de meu principal hobby". Hilário e simplesmente
genial.
HANNAH E SUAS IRMÃS (Hannah and Her Sisters,
1986)
Direção: Woody Allen.
Elenco: Mia Farrow, Barbara Hershey, Carrie Fisher,
Woody Allen, Michael Caine, Dianne Wiest, Maureen O'Sullivan,
Max von Sydow.
Texto originalmente publicado em 20.06.2006 no blog
do autor: http://www.sala-escura.blogspot.com
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