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No dia 15 de março, o cineasta francês
Luc Besson, conhecido popularmente por dirigir filmes
como "Imensidão Azul", "Nikita",
"O Profissional", "O Quinto Elemento"
e "Joana D'Arc", participou de
uma inédita iniciativa: uma entrevista coletiva
on-line para a imprensa especializada e a crítica
cinematográfica do Brasil, em divulgação
por seu novo trabalho, a mistura de animação
e live-action "Arthur e Os Minimoys".
O site Cine Revista, por meio de seu Coordenador
Geral, participou da coletiva com três perguntas
- estas e suas respectivas respostas, você confere
a seguir.
CINE REVISTA (Adriano de Oliveira): Como foi
trabalhar com nomes tão ilustres do cinema atual para
a dublagem inglesa do filme, como Robert De Niro e Harvey
Keitel, juntamente com os popstars da música
e também atores Madonna e David Bowie? Na pré-produção
de "Arthur e os Minimoys", o senhor já pensava nestes
nomes para esta tarefa?
LUC BESSON: Absolutamente. Primeiramente,
o que se pensa é "a forma certa para cada personagem":
isso é o mais importante. Depois, o fato de ele ser
famoso ou não, é um outro problema. Antes de tudo, pensa-se
em chamar pessoas boas, talentosas, mas eu supervisionei
todas as quarenta e uma línguas em que foi traduzido
o filme e, efetivamente em alguns casos, há pessoas
muito conhecidas. Em todos os países e em todas as línguas,
existiam atores formidáveis para esse trabalho. É compreensível
que os jornalistas e a imprensa se interessem por esses
grandes nomes como Madonna e David Bowie, mas há todo
um trabalho realizado com outras pessoas que não são
tão conhecidas também, sendo uma tarefa muito minuciosa.
Trabalhar com a Madonna, claro que é muito fácil, pois
além de eu conhecê-la há tempo, ela é muito talentosa
e sabe colocar sua voz, assim foi um trabalho feito
de forma bastante fácil.
CINE REVISTA (Adriano de Oliveira): O que
o senhor pensa de a Academia de Hollywood ter excluído
"Arthur e os Minimoys" da lista
de indicações para o Oscar pelo fato de as seqüências
de animação não totalizarem o mínimo de setenta
e cinco por cento do total da obra?
LUC BESSON: É uma regra. Existe essa regra
"dos setenta e cinco por cento", e esta regra
é válida para todo mundo, de fato não havia o que fazer.
Então, eu me adeqüei a regra.
CINE REVISTA (Adriano de Oliveira): O senhor
trabalhou várias vezes com o diretor de fotografia Thierry
Arbogast, que considero um dos melhores fotógrafos do
mundo na atualidade. O que lhe chama a atenção no trabalho
dele? (Pergunta conjunta à de Leonardo Maia,
do "Correio da Bahia": Como foi mais uma vez repetir
a parceria com Eric Serra na composição da trilha de
"Arthur..."?)
LUC BESSON: Há setores de trabalho no cinema
como direção de fotografia e de som, onde o tempo desempenha
um papel muito importante, então quanto mais trabalhamos
com aquelas pessoas, melhor podemos fazer. Com Eric
Serra e Thierry, aconteceu isso porque são pessoas que
trabalham também com outros diretores, e quando nos
reunimos para um novo trabalho, eles sempre vêm enriquecidos.
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