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CINEMA
UFOLÓGICO EM SEIS PASSOS
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Alexandre
Mesquita
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Eu estava dirigindo pela estrada que leva à minha
cidade, eram mais ou menos três da manhã e faltavam duas
horas para chegar. O céu estava cheio de estrelas e eu
brigava com o sono. Notei nas copas das árvores à beira
da estrada uma luz. Achei que fosse um avião voando à
baixa altitude. Sumiu. Mais adiante reapareceu na minha
frente, cem metros aproximadamente. E não era avião, pelo
menos não do tipo que conheço. Nem helicóptero. Pairava
no ar uns dez metros acima do solo. Apavorado, tentei
voltar, mas o motor parou completamente, em seguida os
faróis. A luz veio na minha direção. Sua intensidade quase
me cegou. Ficou bem em cima de mim. Pensei nos meus dois
filhos. Passados um ou dois minutos, o objeto disparou
na vertical com uma velocidade que eu nunca vi qualquer
coisa fabricada pelo homem fazer. Perdi-o de vista. Meu
carro voltou a funcionar. Não sei o que foi aquilo, mas
só sei que minha vida nunca mais foi a mesma.
A história acima representa o núcleo duro dos relatos
de ovnis habituais. A partir dela pode surgir todo o tipo
de variação. A ufologia (curioso, UFO é unidentified
flying object e OVNI é objeto voador não identificado.
O correto para o português seria ovniologia, mas
não pegou) é a área de pesquisa sobre objetos voadores
que desafiam uma explicação terrestre. Não é reconhecida
como ciência, mas busca estudar e classificar eventos
ovni tentando (na maioria dos ufólogos) ou aplicando (alguns)
métodos da ciência tradicional (falo de não se deixar
levar pela paixão ou crença).
O astrônomo e antes cético Prof. Dr. John Allen Hynek
, contratado pelo governo americano para desmistificar
os UFOs no famoso projeto Livro Azul, após o que viu no
projeto tornou-se um dos mais respeitados ufólogos de
todos os tempos. Ele bolou uma classificação para os encontros
com luzes misteriosas. O chamado contato imediato. Se
o ovni for visto à distância, sem deixar marcas físicas
(como no exemplo acima) o encontro é chamado de contato
imediato de primeiro grau. Se o objeto tiver pousado na
estrada, sobre a copa das árvores, no chão, ou até sobre
o carro, e deixar marcas detectáveis entrará no chamado
contato imediato de segundo grau. Se após a partida do
ovni, a testemunha olhar para o relógio e encontrar cinco
horas da manhã, ocasionando uma controvérsia com seu senso
de tempo (lembremos que ela avistou o objeto três da manhã),
algo mais inacreditável pode ter acontecido. Uma luz da
nave levou a testemunha para bordo (abdução). Lá dentro
os ocupantes (os mais comuns tem cabeça grande e careca,
olhos pretos enormes e sem pálpebras, orifícios em vez
de nariz e boca e corpo muito magro e cinza, são chamados
GREYS), podem ter feito várias coisas com ela,
desde conversa sobre futebol até barbaridades do ponto
de vista da dignidade humana (geralmente as favoritas
das vítimas) que depois são apagadas da mente por hipnose.
Uma outra tese é o efeito de dilatação temporal (tempo
anda mais lento, admitido pelas teorias da relatividade
de Einstein) causado pelo princípio de funcionamento das
naves. Relatos falam de campos eletromagnéticos de alta
freqüência, de energia nuclear reversa(?), energia escura,
energia de cristais, etc. Meu sonho de consumo são ovnis
que funcionam na base disso tudo, os flex. Alguns
alegam que a dilatação temporal é de uso exclusivo do
Triângulo das Bermudas, região entre a Flórida e as Bahamas
onde são comuns desaparecimentos de aviões e embarcações
de todo porte, além de relatos de pilotos falando sobre
névoas misteriosas, usualmente de cor verde, que tiram
sua noção de tempo e espaço. Mas independente da falta
de respeito com o coitado do tempo, quando há qualquer
tipo de encontro com os ocupantes das naves temos o contato
imediato de terceiro grau. Portanto, o "cara a cara" com
seres extraterrestres é o evento que motiva o roteiro
do filme Contatos Imediatos de Terceiro Grau (Close
Encounters of the Third Kind, EUA, 1977) do diretor
Steven Spielberg.
O filme é um passeio pelo mundo encantado da competência
artística em vários ramos (transcende à cinematografia)
que se somam para dar ao espectador dúzias de cenas vitalícias.
Também é uma aula de como pegar um mistério e manter a
platéia correndo atrás dele. E não se trata de uma história
complexa, transbordando vanguardismo. É um filme de linguagem
simples, talvez até nos dias de hoje sua linguagem seja
considerada ultrapassada (nossa, ele tem início, meio
e fim, que horror!). Para mim, tecnicamente é do tipo:
"viu como se faz?".
Do seu Maracanã lotado de méritos quero enfocar um em
especial, o de ser o filme em todos os tempos que melhor
captou a atmosfera ufológica.
Tentemos uma sinopse.
Autoridades do mundo inteiro, em especial americanas,
enfrentam algo perturbador. Aviões e navios misteriosamente
desaparecidos há muito tempo são reencontrados de forma
não menos intrigante. A famosa esquadrilha dezenove que
sumiu (caso real) sobrevoando o Triângulo das Bermudas
logo após o final da Segunda Guerra Mundial apareceu no
deserto de Sonora no México, e com o tanque cheio. O navio
Cotopaxi (caso também real), desaparecido em 1925 no mesmo
Triângulo das Bermudas, é encontrado entre as dunas do
deserto de Gobi, na Mongólia. Ao mesmo tempo em várias
partes dos EUA pululam relatos de avistamentos de ovnis.
Os radares da aeronáutica confirmam. Um dos casos envolve
o técnico de companhia elétrica Roy Neary (Richard Dreyfuss).
Ele é casado com Ronnie Neary (Terry Garr) e pai de quatro
filhos. Típico pai família de Spielberg, nunca dá a atenção
que os filhos querem, pratica gritaria ao alvo contra
a mulher (que contra-ataca aumentando os decibéis) e anda
sempre com cara de sem paciência com a vida. Uma noite,
ele sai da casa para atender uma emergência, apagão na
cidade. No meio do caminho seu carro pára de funcionar
e de repente uma luz misteriosa paira sobre ele. O encontro
dura poucos segundos, mas tempo suficiente para se tornar
obsessão. Essa obsessão irá custar-lhe o convívio com
a família e vizinhos. Outra personagem, Jillian Guiler
(Melinda Dillon), tem seu filho de três anos Barry (Cary
Guffey) abduzido dramaticamente dentro de casa. Aqui não
há a presença do pai, outro filão familiar explorado por
Spielberg. Jillian e Roy se conhecem e passam a fazer
parte de grupos que pressionam o governo a liberar informações
sobre o que está acontecendo. Na verdade ambos já convivem
com a resposta em suas próprias cabeças, só não conseguiram
traduzi-la ainda. Fazem parte do pequeno grupo de pessoas
comuns que receberam telepaticamente dos extraterrestres
a visão do lugar onde ocorrerá um grande evento. Jillian
tenta reproduzi-lo no desenho. Roy vai na escultura, inicialmente
no creme de barbear, depois no purê de batata, e finalmente
na bem-sucedida união da sua sala com toneladas de terra
do jardim (e não necessariamente o dele). Ficha caída,
todos procuram chegar à Torre do Diabo, no estado do Wyoming,
onde o governo tenta afastar os curiosos, criando boatos
sobre terrível acidente com gás tóxico. Roy e Jillian
persistem. Após perigosa jornada ao outro lado da montanha,
têm sua aventura recompensada.
O clima nos filmes de extraterrestres antes de Contatos
Imediatos... era usualmente de grandes ataques, ditado
por músicas esquizofrênicas para gerar medo e adrenalina.
Afinal, as intenções dos extraterrestres naquele tempo
eram churrasco de humanidade - sem frescuras, só com sal
grosso. Spielberg buscou um toque diferente, e o buscou
nas emoções da ufologia: quando uma luz misteriosa
apareceu, quando algo estranho aconteceu, quando as coisas
não deveriam estar como estão. Ou seja, o toque do
coração acelerado não pelo medo de extermínio, mas pela
observação de algo misterioso e extraordinário. Tanto
que contou com a consultoria técnica do próprio Dr. Hynek
(em curta aparição no final, fumando um cachimbo).
Spielberg desenvolveu seu objetivo como se desenrolasse
um papel de seda, dinastia Ming, cem milhões de dólares;
com cuidado, perícia e paixão. Acompanhemos alguns passos.
Primeiro passo: provocando com o mistério
ufológico. A seqüência de abertura do filme é uma aula
nesse sentido. Em pleno deserto no México agentes da ONU,
coordenados pelo pesquisador Claude Lacombe (ao escolher
para este papel o diretor francês François Truffaut, de
Fahrenheit 451, entre outras obras-primas, Spielberg
marcou dois gols com um só chute, concretizou um velho
sonho seu de trabalhar com ele e homenageou outro ufólogo
famoso, o francês Jacques Vallé) analisam uma esquadrilha
de aviões que havia sumido no Triângulo das Bermudas há
trinta e poucos anos atrás, e que reapareceram ali da
noite para o dia, sem nenhum sinal de desgaste pelo tempo.
Os agentes indagam a um velho mexicano, única testemunha,
o que aconteceu. Resposta: esta noite o sol apareceu
e me cantou ("El Sol salió a la noche y mi cantó").
Não precisa dizer nada. Aplaudir pode.
Segundo passo: embelezando o mistério ufológico.
Uma melodia simples, cinco notas, mas para durar até o
fim do universo, Pá, pá, pá...pó, pááá. Selecionada
de outras duzentas combinações apresentadas pelo maestro
John Williams, que nesse ano, 1977, concorreu ao Oscar
com dois trabalhos, este e Guerra nas Estrelas,
vencendo pelo segundo. A primeira audição da melodia acontece
na Índia. Centenas de gurus quase em transe a cantam.
Os onipresentes agentes da ONU perguntam da onde tiraram
a música. Fera Spielberg em ação. A câmera busca a resposta,
não em rostos mas num plano aberto rapidamente preenchido
com centenas de dedos apontado para cima.
Terceiro passo: personagem principal encontrando
o mistério ufológico. A seqüência do primeiro contato
de Roy Neary com um ovni é fabulosa. Primeiro e importantíssimo
detalhe, a escolha da trilha sonora. Penso que uma trilha
deve ser usada para enriquecer a emoção de uma cena. Nesse
sentido, a trilha sonora escolhida para essa seqüência
é uma das melhores de todos os tempos: não há trilha sonora.
Os sons vêm somente dos elementos da cena. Pensem numa
noite onde alguma coisa estranha está acontecendo lá fora
e você na espera, tem coisa mais angustiante que somente
grilos cantando? Roy em seu carro, saindo à madrugada
para atender uma emergência. Ele se perde na estrada,
pára e abre um mapa. Atrás dele surge um carro com faróis
altos que o ultrapassa, deixando de presente um "idiota".
Roy continua parado atrás de localização. Outro par de
faróis aparece atrás dele. Porém, estes sobem. Roy só
vai perceber o algo errado quando a luz fica intensa em
cima dele, o motor do carro pára e tudo começa a voar
lá dentro. A luz vai embora. Ele olha para o céu e vemos
com ele uma parte de um ovni escuro e enorme passando
em silêncio. Por fim, um clarão ilumina rapidamente a
rodovia. O silêncio continua até aparecer um grupo de
observadores à beira da estrada. O assovio e o olhar fixo
no horizonte do homem que de repente pisca para Barry,
como uma estátua a de repente ganhar vida, finaliza esta
seqüência cheia de simbolismo sobre o comportamento do
homem diante do desconhecido.
Quarto passo: clímax dramático do mistério
ufológico. A abdução mais famosa da história do cinema.
O garoto Barry de três anos foi literalmente sugado dos
braços de sua mãe dentro de casa. E não vemos os extraterrestres,
somente a luz intensa lá fora. Tudo é sugerido, e mesmo
a sucção do garoto se dá através de forças invisíveis.
Shyamalan, em Sinais, tentou criar esse clima,
que ele próprio denominou de "exercício Hitchcockiano".
Para chamá-lo de coitado, basta comparar o que ele conseguiu
com esta passagem. Uma curiosidade. O ator mirim Cary
Guffy estava se saindo tão bem nas filmagens, que geralmente
suas participações não exigiam mais que duas tomadas.
Mas, antes da abdução há um momento que o menino vê os
extraterrestres dentro de sua casa (a platéia não) e Spielberg
queria uma reação bastante sincera do garoto. Então ele
pediu a dois membros da equipe que se fantasiassem, de
palhaço e gorila respectivamente, e ficassem escondidos
em grandes caixas. Quando a cena iniciou, os dois saíram
das caixas e assustaram Cary, mas o fantasiado de gorila
tirou a máscara fazendo o menino dar o sorriso largo e
espontâneo que vemos no filme.
Quinto Passo: mistério sobre o mistério
ufológico. Acupuntura nos nervos da platéia. Ao longo
do filme nada aparece direito, o formato das naves é variado,
só os personagens vêem certas coisas. Há um propósito
de incutir a seguinte dúvida: e se todo esse sugerir,
em vez de mostrar não tiver um fim? Brinca-se com a malévola
hipótese do filme terminar só no mistério, só nas luzes
indefinidas, só nos raptores sugeridos, mais nada. Mas
é brincadeira perigosa, feita no traiçoeiro terreno do
anti-clímax. Onde o cuidadoso trabalho de manter o público
atrás do mistério como um cachorrinho atrás do osso amarrado
na corda pode fácil, fácil ser estragado por uma solução
equivocada.
Sexto Passo: o final do mistério ufológico.
Ufa! Apoteótico, magia pura que faz salivar. A curva crescente
da teoria do mistério é concluída de maneira que Contatos
Imediatos do Terceiro Grau tem a obrigação de entrar
em qualquer livro texto sobre o assunto. O cenário, céu
noturno, recheado de estrelas, todos, até os agentes da
ONU, reunidos com muita expectativa numa base em um dos
lados da montanha Torre do Diabo. Duas estrelas se movem.
Beleza. O teclado entra em jogo e dá as boas vindas. Pá,
pá, pá...pó, pááá. Mais estrelas dançam no firmamento
e a melodia vai aumentando em intensidade e velocidade.
Então parece que todo o firmamento ganha vida. Luzes multicoloridas
indo de um lado para o outro, fazendo da abóbada celeste
sua pista de dança (hoje em dia pode não representar grande
coisa, já que essas luzinhas natalinas chinesas transformam
sacada em fliperama). Uma nave se aproxima a poucos metros
do chão e flutua poeticamente sobre as cabeças. Muitas
outras naves de várias formas dão sua contribuição artística
ao estupefato acampamento humano. E parece que assim,
de bom tamanho, ficaria o contato, todo mundo apertando
as mãos, inclusive na platéia. Mas nuvens de tempestade
tomaram conta do céu e de repente e esse de repente é
anabolizado, surge a nave-mãe. Não nos interessa de onde,
embora pareça vir mais debaixo do que de cima. Sua existência
é o último movimento de uma grandiosa sinfonia visual
que dura até o encerramento do filme, quando os extraterrestres
são revelados. Como mostrar os extraterrestres foi uma
questão que tomou um bom tempo da produção, Spielberg
cogitou usar orangotangos fantasiados. Mas, a quantidade
grande de macacos e o temperamento imprevisível deles
tornaram essa possibilidade impraticável. O que vemos
saindo da nave mãe são garotinhas fantasiadas. E o sorriso
final de um dos extraterrestre é tão bondoso, mas tão
bondoso, que até mereceria um filme...hehehe...
Spielberg e uma fiel escuderia (Vilmos Zsigmond na fotografia,
Michael Kahn na edição, Daniel Lomino da Direção de Arte,
Douglas Trumbull no comando dos efeitos especiais da Future
General Corporation, o já citado John Williams na
trilha sonora, etc) não fizeram somente um filme, lapidaram-no
para o acervo histórico da humanidade. Mas Spielberg ficou
insatisfeito por não conseguir, devido ao orçamento, filmar
todas as cenas que queria. Após o sucesso do filme, pediu
aos executivos da Columbia suporte para rodas as cenas
faltantes. Eles concordaram, desde que fosse feita uma
tomada no interior da nave mãe, para tornar atrativa a
quem já tinham visto o filme uma nova ida ao cinema. Originou
a edição especial de Contatos Imediatos..., curiosamente
com três minutos a menos (foram retirados dezesseis minutos
de cenas antigas, e incluídos treze de cenas novas). Spielberg
considera essa nova montagem o quase real Contatos
Imediatos de Terceiro Grau, inclusive, segundo rumores,
pediu para a produtora destruir as cópias da versão original,
o que não foi feito ao todo. Quase, porque Spielberg era
contra mostrar a nave-mãe integralmente. Foi essa edição
especial que vi nos meus dez anos, no saudoso cinema Imperial
no centro de Porto Alegre, em 1980. Lembro exatamente
porque fiquei fascinado com a cena que Spielberg só incluiu
por imposição do estúdio. Para ele, tinha de ser um mistério
a perdurar para sempre. Mas eu sou agradecido para sempre
por tê-la visto. Talvez para exorcizar esse fantasma,
o diretor não parou por aí. Entrou em processo obsessivo
de edição, tirando e colocando cenas, o qual parece ter
findado somente em 2001 com o lançamento do DVD Close
Encounters of Third Kind - Collector's Edition, uma
mistura das versões de 1977 e 1980, com a seqüência do
interior da nave-mãe cortada (aparece somente nos extras).
Steven Spielberg, que já viera do inimaginável sucesso
de Tubarão, mostrou que nada do que aconteceu antes
foi por acaso. Se eu tivesse de apontar qual a máxima
obra em sua invejável filmografia, sem dúvida meu dedo
iria na direção de Contatos Imediatos do Terceiro Grau.
Reúne um mistério que instiga a humanidade, ajudado por
uma boa história, e contado de maneira fascinante por
um diretor em grande fase que chegava a falar com sua
técnica: "Galera, vocês estão manipulados, entregues,
eu os domino, os faço lamber o chão, esfregarem as caras
na sola do meu sapato se eu quiser". E nós dizemos:
"Obrigado". Como era bom o tempo em que
Spielberg fazia filmes que me obrigavam a lamber o chão
segundo sua vontade. Ou até mudavam minha vida. Não sei
se os ovnis e sua ufologia são fenômenos concretos ou
uma projeção do desejo humano de sentir a segurança de
poder contar com o vizinho do sistema solar ao lado. Mas
desde que assisti Contatos Imediatos do Terceiro Grau
nunca deixei de esperar algo mais de um céu estrelado.
CONTATOS IMEDIATOS DE TERCEIRO GRAU (Close Encounters
of the Third Kind, EUA, 1977)
Direção: Steven Spielberg.
Elenco: Richard Dreyfuss, François Truffaut, Teri
Garr, Lance Henriksen, Cary Guffey.
COTAÇÃO: ***** |
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