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"A verdade é uma mentira que não foi descoberta."
A frase que o personagem Bernard Osterman (Craig T.
Nelson) profere na metade do filme "O casal Osterman"
sintetiza com perfeição o espírito desta trama a qual
foi a última rodada pela direção singular do genial
e polêmico Sam Peckinpah.
O mestre da violência estilizada, retratada em obras
como "Meu Ódio Será Tua Herança" fez de seu derradeiro
filme um último ato contido, mas não menos interessante
que os demais. Produzido em 1983, época em que ainda
havia a presença da Guerra Fria no cenário mundial,
a história baseada em obra literária de Robert Ludlum
("A Identidade Bourne") reflete o clima daqueles dias:
o polêmico jornalista John Tanner (Rutger Hauer) recebe
para um fim-de-semana em sua casa de campo a visita
de amigos, sobre os quais é advertido pelo FBI de que
se tratam de espiões comunistas. Temos então desse ponto
em diante, um roteiro que se torna surpreendente, escondendo
um jogo de aparências e de manipulação, que mais tarde
se revela uma trama de vingança.
Em sua despedida, Peckinpah mostra um trabalho menos
pessoal, amenizado em seu contundente estilo, mas sua
marca ainda pode ser sentida na excelente construção
de cenas de tensão, na narrativa bem montada de seqüências
de ação e no uso da câmera lenta.
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O CASAL OSTERMAN (The Osterman Weekend,
1983)
Direção: Sam Peckinpah.
Elenco: Rutger Hauer, Craig T. Nelson, John
Hurt, Meg Foster, Dennis Hopper, Burt Lancaster.
COTAÇÃO: ****
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