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O folclórico governador da Louisiana, Earl K. Long,
ganhou uma interpretação vibrante na atuação de Paul
Newman em "Blaze, O Escândalo". O veterano ator mostrou-se
corajoso em assumir um papel que o retrata idoso (algo
que um ex-galã sempre reluta em fazer) e carrega seu
personagem de um viço e de uma autenticidade contagiantes.
Long mostra uma trajetória marcada pela polêmica: acusado
de corrupção, populista, bastante liberal para a época
(anos 50), internado em um manicômio em pleno mandato...Para
completar a lista, se apaixona pela dançarina de boate
Blaze Starr. Aqui, cabe destacar o melhor trabalho de
Lolita Davidovich, encarnando o papel-título. No auge
de sua forma artística e física, a atriz canadense descendente
de sérvios encanta com sua exuberância cinegética, sua
beleza, sua atuação contida em um papel que permitiria
exageros desnecessários. Após derrotar centenas de candidatas
ao posto, Lolita não apenas foi escalada para o filme,
mas também encantou tanto o diretor do longa, Ron Shelton,
que acabou se casando com ele. Esse casamento dura até
hoje (fato raro em Hollywood), e o casal tem uma filha.
Indicado ao Oscar de 89 de Melhor Fotografia, "Blaze"
mostra também destaque em direção de arte, figurino
e montagem, em uma produção bastante caprichada.
BLAZE, O ESCÂNDALO (Blaze, 1989)
Direção: Ron Shelton.
Elenco: Paul Newman, Lolita Davidovich, Jerry
Hardin, Richard Jenkins.
COTAÇÃO: ****
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