|
|
|
|
| |
| |
| |
|
INGMAR
BERGMAN (1918 - 2007)
|
|
Adriano
de Oliveira
|
| |
 |
| |
O cineasta sueco Ingmar Bergman faleceu nesta segunda-feira,
dia 30 de julho, aos 89 anos, na ilha de Faro - localizada
no Mar Báltico em águas suecas.
Os filmes do diretor primam pelo profundo insight psicológico:
ele era, sobretudo, um investigador da alma humana. Obras
como "Persona" (1966) e "A Hora do Lobo"
(1968) denotam esse espírito de se embrenhar nas condições
do homem com rara perspicácia.
Foi com "O Sétimo Selo" (1956) que surgiu seu primeiro
grande aplauso além das fronteiras da Escandinávia, em
uma trilha pontuada de outras obras-primas como "Morangos
Silvestres" (1957), "A Fonte da Donzela" (1959),
"Gritos e Sussurros" (1972), "Cenas de um Casamento"
(1973) e "Fanny e Alexander" (1982).
Naquela que é a sua película mais conhecida, "O Sétimo
Selo", Bergman dispõe um cavaleiro medieval (interpretado
por Max Von Sydow, um de seus atores favoritos e que lhe
deve o reconhecimento internacional) jogando xadrez com
a Morte. Com o diretor de imenso valor que foi Ingmar,
a Morte não lhe venceu o jogo da Vida, pois o legado eterno
de Bergman supera as barreiras do tempo que o seu passamento
nos insiste em propor. Barreiras em vão, pois: enquanto
alguém assistir a algum de seus filmes, ele permanecerá
vivo na alma humana, da qual foi, sendo um cineasta, também
um analista e um poeta.
|
| |
|
|
|