JET LI EM PARIS
Adriano de Oliveira
 
 

Depois de seu début no cinema americano como vilão em "Máquina Mortífera 4", Jet Li passou a ser bastante requisitado para fitas de ação no mundo ocidental. Não tardou para que o produtor francês Luc Besson o cooptasse para uma realização do gênero, e desse trabalho em conjunto (Li é argumentista do roteiro) surgiu "Beijo do Dragão", dirigido por Chris Nahon, discípulo de Besson.

A trama, envolvendo uma "armação" do corrupto inspetor francês Richard (Tchéky Karyo, impagável como vilão) para cima do policial chinês Liu Jian (Li, mostrando uma certa expressividade), o qual veio a Paris para supervisionar uma ação internacional de detenção de um contrabandista, é o que menos importa neste desfile de cenas de artes marciais e de ação. A coreografia de Corey Yuen coloca o ator-lutador chinês no epicentro de um terremoto de pancadaria, que tem seus picos nas seqüências beligerantes do hotel, do bateau e da delegacia. A maioria dos personagens entra em cena para apanhar e/ou ser morto, e o roteiro suporta todo o tipo de inverossimilhança e de impunidade em nome da ação bem apresentada. Afinal, este é um filme de luta.

Bridget Fonda como coadjuvante e a fotografia do aclamado Thierry Arbogast ("O Quinto Elemento") enfeitam o show particular de Jet Li, o qual ilustra no duelo final do filme o título do mesmo, dando significado à expressão "beijo do dragão", um dos golpes mais sutis e mortais da história das artes marciais no cinema.

BEIJO DO DRAGÃO (Kiss of the Dragon, 2001)

Direção: Chris Nahon.

Elenco: Jet Li, Tchéky Karyo, Max Ryan, Ric Young, Bridget Fonda.

COTAÇÃO: ****