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"A Batalha de Riddick", seqüência do inesperado sucesso
de 2000, "Eclipse Mortal", não apenas traz de
volta, mas também incensa a figura do criminoso
intergaláctico Riddick (Vin Diesel, em um papel adequadíssimo
a ele) como o herói da fita, realizando mais uma vez
um eclipse da moral: para combater seres malignos,
somente um adversário de igual quilate e posição, ou
seja, o mal contra o mal.
Os personagens "do bem" (em ampla minoria) fogem
enquanto podem no meio desse combate. O "exército de
um único guerreiro" representado pelo protagonista precisa
escapar de mercenários, lutar por uma causa pessoal
e enfrentar, quase sempre sozinho, uma raça de conquistadores
interplanetários chamada Necromongers.
Fato incrível é como o roteirista e diretor David
Twohy consegue narrar tal história, e a contento. Cada
vez mais ele se aproxima do posto de um John Carpenter
moderno, dotado de reinventar a ficção com um modo peculiar,
cabendo as diferenças relativas aos orçamentos das produções.
Da mente prolífica de Twohy, surgem cenários tão arrebatadores
quanto demodé, fenômenos físicos e atmosféricos
inusitados, histórias desconcertantes como a do Lorde
Supremo (o habitual vilão Colm Feore), que, "metade-morto,
foi capaz de enxergar o Sub-Verso, porção do Universo
onde tudo pode recomeçar".
"A Batalha de Riddick" resulta no melhor filme de
ficção do ano até o momento e precisa ser visto, inclusive
em respeito à estética singular de Twohy. Afinal, um
diretor que consegue cooptar a grande dama da representação
Judi Dench para seu projeto, e deixá-la como coadjuvante
de luxo, merece atenção.
A BATALHA DE RIDDICK (The Chronicles of Riddick,
2004)
Direção: David Twohy.
Elenco: Vin Diesel, Colm Feore, Judi Dench,
Thandie Newton, Alexa Davalos, Karl Urban.
COTAÇÃO:****
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