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Julgar um filme de ação pode ser algo complexo e contraditório.
Quando um filme de tal gênero é intenso (ou seja, repleto
de tiroteios, perseguições, explosões, et cetera),
boa parte da crítica diz que tal filme é ruim porque
apresenta "violência gratuita". Se uma película dita
de ação não é rica nesses elementos supra-citados, então
muitos críticos afirmam que ela é lenta e cerebral demais,
tachando-a igualmente como ruim, tal qual o "contra-exemplo"
acima. Em resumo, presume-se que não existem bons filmes
de ação e que a crítica em geral não gosta de filmes
do gênero.
Percebe-se então, como é difícil avaliar esse tipo
de filme sem cair no lugar-comum e quanto é "perigoso"
para alguém que faz crítica de cinema elogiar um filme
de ação. Como não é possível ficar indiferente à esta
questão, há duas possibilidades: juntar-se à maioria
dos comentaristas que acham que "todo filme de ação
é ruim", ou discordar dessa opinião mediante uma justificativa.
Vou ficar com a segunda possibilidade: acho que existem,
e muitos, bons filmes de ação. E os critérios para justificar
um bom filme do tipo são: que ele tenha boas
cenas de ação, independentemente da quantidade delas,
e apresente um roteiro de razoável consistência para
dar suporte, conexão e sentido a tais cenas.
Naturalmente, as produções de ação estão muito mais
voltadas para o entretenimento que para a arte, e se
torna necessário avaliá-las do ponto de vista do primeiro.
Levando tais fatos em conta, pretendo assim avaliar
um filme de ação. Então, quando o leitor se deparar
com uma cotação relativamente alta para filmes do gênero
dada por mim a títulos como "A Rocha", "A
Outra Face", "Armageddon", "Falcão Negro
Em Perigo", e outros tantos, não deve se surpreender:
aqui estão minhas justificativas.
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