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Água para Elefantes
Não quero parecer rasteiro e dizer que a melhor atuação
do filme é de Rose, a aliá (fêmea do elefante), só que
Água para Elefantes, com direção de Francis Lawrence
e baseado em best-seller homônimo de Sara Gruen, não
escapa aos clichês mais evidentes do cinema.
A história é contada em forma de flashback por
um velhinho nos dias de hoje, que fugiu do asilo e sonha
em voltar a trabalhar no circo. Jovem estudante de veterinária
perde tudo quando seus pais morrem em acidente de automóvel.
Sem futuro, porque a história se passa na época da Grande
Depressão nos Estados Unidos, no começo dos anos 1930,
Jacob Jankowski acaba sendo empregado num circo, onde
da noite para o dia se torna o queridinho do dono, August.
E acaba se apaixonando pela esposa deste, Marlena, sendo
correspondido. O que une ainda mais a dupla é Rosie,
uma aliá que inexplicavelmente entende polonês, língua
paterna de Jacob. Rosie ainda é vítima do sádico August,
que não vacila em fazer "desaparecer" funcionários,
quando não tem dinheiro para pagá-los.
Água para Elefantes é estrelado por Robert Pattinson,
o vampiro emasculado da saga Crepúsculo. Não
dá para dizer se é algo definitivo, porém o rapaz não
consegue fazer outra cara senão aquela melancólica,
que o consagrou como ídolo das menininhas. O austríaco
Chris Waltz, oscarizado pelo papel de nazista em Bastardos
Inglórios, corre o sério risco de ficar estigmatizado
como "o cara mau" do cinema. Este é o terceiro filme
em sequência onde ele faz o papel do vilão e sem mudar
em nada o jeito. O segundo foi a comédia Besouro
Verde. Ou ele muda logo ou "ficará preso ao papel".
De Reese Whiterspoon não há muito o que falar. A atriz,
que já ganhou o Oscar por Johnny and June, vive
de altos e baixos e aqui tropeça. Aliás, as suas cenas
de malabarismo - onde é dublada - são descaradamente
mal feitas. Nota-se perfeitamente a dublê arriscando-se
no lugar da atriz.
ÁGUA PARA ELEFANTES (Water for Elephants,
EUA, 2011)
Direção: Frank Lawrence.
Elenco principal: Robert Pattinson, Reese Witherspoon,
Christopher Waltz, Hal Holbrook.
Cotação: *
Velozes e Furiosos 5
Pelamordedeus...só conseguia pensar neste termo
enquanto assistia e me torturava na parte final do inverossímil
Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio,
dirigido por Justin Lin. A tal cena se passa na ponte
Rio-Niterói, onde dois carros levam de arrasto um cofre
gigantesco e são perseguidos por vários carros da polícia.
Sim, desta feita a franquia estrelada por Vin Diesel,
Paul Walker e Jordana Brewster se passa numa caricatural
Cidade Maravilhosa, onde volta e meia alguém solta um
portunhol ridículo.
O trio de exímios motoristas veio parar no Brasil fugindo
da justiça norte-americana. Aqui Mia (Jordana, que é
brasileira criada nos States) descobre-se grávida do
ex-policial Brian O'Conner (Walker), que passou para
o lado do crime. Eles acabam planejando um golpe contra
o chefão do narcotráfico na cidade - tá bom, o maldoso
Hernan Reyes (Joaquim de Almeida), creiam. O ator português
teve um começo de carreira considerado promissor e acabou
afundando.
Além de tentar roubar 100 milhões de dólares do vilão,
que tem a proteção da corrupta polícia carioca, os três
e um grupo de amigos têm de fugir do agente do FBI Hobbs
(Dwayne Johnson, o ex-The Rock). Todo mundo, sem exceção,
tem atuação de dar dó, e mesmo as piadas do roteiro
são de arrepiar de ruins.
Vin Diesel ainda consegue ser pior do que todo mundo,
naquele jeito mal-encarado, não conseguindo fazer nenhuma
outra cara senão a do cara mau-e-violento. Seu personagem
Dom Toretto não sabe sequer sorrir na cena em que Mia
lhe confessa estar grávida.
Salva-se, afinal, alguma coisa? Sim, as cenas de ação,
muito bem filmadas - principalmente um tiroteio no meio
de uma favela. Mas que diabos faz um trem no deserto
em pleno Rio de Janeiro?
VELOZES E FURIOSOS 5 - OPERAÇÃO RIO (Fast
Five, EUA, 2011)
Direção: Justin Lin.
Elenco principal: Vin Diesel, Paul Walker, Jordana
Brewster, Dwayne Johnson, Joaquim de Almeida, Tyrese
Gibson, Sung Kang.
Cotação: *
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